Como regular sua carretilha

cabeleiraQuando você compra uma carretilha, sai da loja todo feliz. Eis que, na primeira pescaria você faz aquela linda cabeleira, um fuá danado, precisa meter a tesoura na linha. Ai você pensa “que saudade do meu velho molinete”.

Agora quem nunca se deparou com uma, é um abençoado ou um pescador nato, pois é quase impossível num momento de descuido, você passar batido.

A regulagem da carretilha é muito importante para que seu arremesso fique “xique” e você possa pescar, ao invés de ficar desembaraçando a linha do carretel. Para regular a carretilha é simples, basta você seguir algumas regras básicas, para evitar as cabeleiras, melhorar a qualidade e o desempenho dos arremessos e perder o medo de arremessar.

 

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  • Todas as carretilhas possuem um botão com rosca na sua lateral, botão esse responsável pelo aperto do eixo do carretel. De acordo com a regulagem “maior ou menor” aperto do botão, a carretilha solta ou prende mais o carretel, fazendo com que solte mais ou menos linha. O controle desse botão deve ser feito com a carretilha já montada na vara e com base no peso ou a isca que irá arremessa.
  • Recolha esse peso ou isca até a ponta da vara. Aperte o botão lateral até que o carretel fique preso.
  • Destrave a carretilha, e pouco a pouco você vai soltando o botão até que o peso ou a isca comece a deslizar suavemente com pequenas paradinhas.
    Essa regulagem é apropriada para iscas artificiais e deve ser “sempre” ajustada quando trocamos de isca e colocamos uma isca mais leve.

 

 

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Algumas carretilhas possuem ainda outros mecanismos de controle do carretel, o freio “magnético ou centrífugo”.

O freio ”magnético” é um controle adicional composto por imãs que agem sobre o carretel, ajudando a freá-lo de maneira homogênea. Quanto “maior” o nº do freio magnético “menor” é a rotação do carretel no arremesso. Quando o vento está muito forte, é prudente você utilizar o freio magnético para controlar melhor o arremesso.

 

Outras carretilhas possuem o freio “centrifugo” como controle adicional anti-cabeleira. O freio centrifugo e em conjunto com diversas ‘buchas’ (4 ou 6) que são colocadas de forma uniforme em pinos que ficam em torno da base do carretel. Essas buchas são deslocadas para a borda do carretel e quando é feito o arremesso ajudam a evitar a disparada do carretel.

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Esse freio pode ficar “fechado” (inativo), “semi-aberto” (parcialmente ativo) ou “aberto” (ativo) e deve ser regulado sempre balanceado para que o freio atue de maneira linear. Quanto maior o número de buchas abertas, maior é a frenagem e mais força exige no arremesso, auxiliando muito em evitar as indesejáveis cabeleiras.

Existe no mercado um modelo de carretilha “anti-cabeleira”, que possui um controle de saída de linha no topo da sua carcaça, por onde a linha deve ser passada. Esse mecanismo dispara um freio toda vez que a linha perde a pressão.

Alem de tudo isso, sentir a linha no momento da saída do carretel também é muito importante. Se você está começando, lembre-se de “sempre deixar” o dedo polegar posicionado suavemente sobre o carretel e sentir a linha passando e em caso de disparada, segure o carretel para abortar o arremesso.

Depois de tudo isso, só o treinamento vai fazer você ficar fera, aproveite bem os recursos da sua carretilha, pratique o “pesque e solte” garantindo o futuro da pesca.

Autor: Waldemar Américo de Carvalho
Turma do Cururu / Outubro de 2012


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